ETAPA 2 - "CAMINHA - GERÊS" - 198 Km, 11.2017 - "ROTA DOS CELTAS"

GARRANO, Pequeno Cavalo - é considerado um pónei devido à baixa estatura, mede no máximo 135 cm. De aspecto rústico, o Garrano é um autóctone Peninsular, mas sofreu alguns cruzamentos. Os cavalos árabes não tiveram grande influência no Garrano.

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 TERRITÓRIO 

Apenas um pedaço de terra, que vive sem viver, disponível para crescer, quando a humanidade ali vencer. Derrota, a tristeza anunciada, quando como que uma geada, esta gente é abandonada. Terror, é o valor de um território, com pessoas, sem ninguém, que ali jazem por amor.  

A pelagem é castanha normalmente sem malhas. “Garrano” deriva de "gher", que significa "baixo” ou “pequeno" e que originou a palavra "guerran" que significa cavalo em galego.


CONCELHOS A PERCORRER

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Caminha, Ancora, Viana Castelo, Ponte Lima, Vila Verde, Ponte da Barca, Terras de Bouro.

 


Viagens na Minha Terra

O frio, aquele paraíso das comidas fartas, onde gelamos por fora e escaldamos por dentro. Em família, entre amigos ou em comunidade, qualquer espaço onde o frio aparece é transformado num tempo onde a humanidade prevalece. Entre a dança das chamas e o jogo dos sabores, eternizam-se os amores.

  • Memórias de outros tempos....no Lindoso.

WP 01 - Aldeia de DEM . Quintinha D'Arga

“O facto de sabermos preservar as nossas origens, aquilo que é nosso e nos foi deixado pelos nossos antepassados, também é uma evolução. É isso que nos identifica”,


  • Dem, a mais jovem freguesia de Caminha.

  • DEM, "O Vale Vermelho"

Quintinha Arga - DEM Foto By: Quintinha Arga https://www.facebook.com/quintinha.darga/?ref=br_rs

DEM - Caminha

Apesar do seu estatuto de "nova freguesia" não se pode deixar de considerar que, como território, albergou civilizações muito antigas que deixaram as suas marcas de ancestralidade como a arqueologia o tem comprovado bem como os seus topónimos Alto do Crasto e Crasto do Germano.

 


Mapa Localização - Quintinha D'Arga - Aldeia de DEM

SERRA D'ARGA...Uma Ideia da NATUREZA!




WP 02 - CAPELA SENHORA DAS NEVES

MIRADOURO DO SANTUÁRIO DA SENHORA DAS NEVES - Dem - Caminha


Antes da sua elevação a freguesia em 1969, o território de Dem integrava Orbacém e Gondar. Situada num vale, no sopé da Serra d’Arga, vale a pena subir até ao miradouro de Nossa Senhora das Neves, que oferece uma panorâmica impressionante de Caminha, do Rio Minho e da Galiza. Terra tradicionalmente festiva, o seu calendário é marcado pelas festas do Senhor e S. Gonçalo, S. Silvestre e Nossa Senhora das Neves. Esta última é mais conhecida como Romaria da Senhora da Serra e, todos os anos, a 4 e 5 de Agosto, as celebrações têm como palco a bonita Capela da Senhora das Neves. 

 




WP 03 - CAPELA SANTO ANTÃO

No alto da Ermida da Capela de Sto.Antão - Na ascensão à Serra D'Arga, a primeira grande vista é a da Foz do Rio Minho, com o Monte de Santa Tecla a guardar a margem Galega e a Fortaleza de Nossa Senhora da Insua a defender o lado Português.Lá do alto pode ainda apreciar-se a confluência do Rio Coura com o Rio Minho, algumas centenas de metros a Norte de Caminha.A subida ao vasto planalto que coroa a Serra leva, inevitavelmente, ao Mosteiro de S. João D'Arga.

 


Até onde posso, vou deixando o melhor de mim... 
Se alguém não viu, foi porque não me sentiu com o coração

Uma viagem que se faz, esta da vida, ao som da vida que criamos, e inventamos, uns mais do que outros. Por aqui, onde o nada se transforma em tudo, o barulho do mal, lá longe, nos fazem também chega, em forma de silêncio absoluto, traduzido no abandono, das terras e das gentes, das histórias e das estórias, do valor que deixou de ser. Aqui, os Homens agigantam-se perante as dificuldades da vida, com mãos rugosas que fazem a terra chorar e as pedras sorrir, aqui as Mulheres são razão de todo o Ser, multiplicando para crescer, amando para permanecer. É este o som da nossa aldeia, aquele que trazemos na ideia, onde chegamos sem nada, agradecemos tudo, para sem nada partir."



WP 04 - Capela S.Pedro Varais

Capela de S.Pedro de Varais,monumento románico...um boa oportunidade para visitar esta maravilha medieval...disfrutar do caldo verde ,da sardinha assada e da broa de milho.

Situada na freguesia de Vile,esta pequena capela románica esconde a sua orígem,na noite dos tempos.Muitas lendas e hipoteses tentam revelar o porquê da sua localização,existência e símbolos;mas,nada em concreto que satisfaça a curiosidade dos mais exigentes.

Templo que se caracteriza pela sua simplicidade, quase sem decoração. Na nave da capela é possível observar pinturas a fresco do século XVI.Apesar das suas pequenas dimensões, é um monumento românico de perfeita arquitectura e rara beleza. Diz a tradição tratar-se de um Mosteiro antigo e a sua situação assim o parece indicar pois, se não fora o destino cenobítico e o caracter procurado, de eremita, para o tempo, não se teria erguido tal igreja no seio de um monte difícil de subir de ambas as partes, tanto de Vile, como de Azevedo.

 

  • CAPELA S.PEDRO VARAIS



WP 05 - Travessia s/Levada Rio Âncora

FREIXIEIRO DE SOUTELO - ANCORA

CASA VALE DO ANCORA

(Travessia S/Levada - Rio Ancora ) Um lugar familiar onde as sua férias e o seu repouso são uma prioridade. (BUCÓLICO registo fotográfico, ainda precedente à travessia a VAU desta LEVADA do RIO ANCORA, com recurso a um "4x4" vulgo JIPE - em Freixieiro de Soutelo - Ancora) - 24/11/2017 Foto By: © Miguel Pinheiro 2017 IN "Olhares da Memória" 

 



WP 06 - Travessia a VAU RIO ANCORA



WP 07 - Sra Cabeça

Enquadramento Rural, isolado, integração harmónica num outeiro, coberto com sobreiros e acácias, sobranceiro ao vale do Rio Âncora, na periferia de Freixieiro de Soutelo. Possui adro definido por muro de alvenaria de granito, rebocado e caiado, com capeamento em lajes graníticas, pavimento calcetado a cubo granítico e passeio envolvente da capela em lajetas de granito;

 



Deste lado do caminho... outros se cruzam com o meu...Caminhos de ruas sem nome. Todos temos o nosso nome nas ruas que pisamos, mas todas tem passos de gente sem nome...



WP 08 - SERRA SANTA LUZIA

We Don't Need No More Trouble...

Sentir primeiro, pensar depois Perdoar primeiro, julgar depois Amar primeiro, educar depois Esquecer primeiro, aprender depois Libertar primeiro, ensinar depois Alimentar primeiro, cantar depois Possuir primeiro, contemplar depois Agir primeiro, julgar depois Navegar primeiro, aportar depois Viver primeiro, morrer depois

Mário Quintana 

 


WP 09 - TEMPLO SANTA LUZIA

No alto do Monte de Santa Luzia, ergue-se o Templo-Monumento de Santa Luzia dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. Visível a quilómetros de distância, o Templo-Monumento coroa a cidade de Viana do Castelo ou, como os vianenses carinhosamente a apelidam, a Princesa do Lima. Deste local bendito abarca-se um panorama arrebatador, que reúne no olhar do visitante o rio Lima, com o seu bucólico e verdejante vale, e um mar infindo por onde as caravelas vianenses saíram à descoberta de novos mundos. Dali se contempla o negrume das serras, o salpicado das casas e o bucolismo dos campos. O sublime da Natureza alia-se ao engenho humano, fazendo desta estância um dos destinos mais fascinantes do nosso país. 

 

Nota Histórica O Templo-Monumento glorifica o nome de Santa Luzia, advogada da vista a quem o Capitão de Cavalaria Luís de Andrade e Sousa recorre, na extinta capela de Santa Luzia, acometido de uma grave oftalmia.

Já convalescido, institui a Confraria de Santa Luzia, como forma de gratificar a graça recebida. Contudo, é o Sagrado Coração de Jesus o padroeiro do monumento, cuja devoção dos vianenses já vinha desde 1743. Mas foi durante a pandemia da Pneumónica, corria o ano de 1918, que a cidade, chorosa pelos seus entes queridos que haviam perecido, e aterrorizada com a violência de tal flagelo, se consagrou ao Sagrado Coração de Jesus, prometendo subir anualmente em peregrinação ao Monte de Santa Luzia se a pneumónica não ceifasse mais nenhuma vida. Cessada a mortandade, os vianenses fizeram jus ao prometido e rumaram monte acima onde, desde 1904, se construía o templo. Tal promessa ainda hoje se cumpre, no domingo mais próximo da festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus. 

 



WP 10 - Ponte EIFFEL

Em 2018 assinalam-se os 140 anos de funcionamento da velhinha Ponte Eiffel de Viana do Castelo, estrutura que é considerada Património Municipal e que transporta a Estrada Nacional 13 e a Linha do Minho sobre o Rio Lima, unindo a cidade de Viana à vila de Darque, no sítio do Cais Novo.

A Ponte Eiffel, do engenheiro Gustave Eiffel, é um símbolo da arquitetura do ferro em Portugal, mede cerca de 645 metros de comprimento e foi considerada, na altura, uma obra monumental.

É composta por dois tabuleiros metálicos, sendo o superior rodoviário, para trânsito automóvel e pedestre, e o inferior ferroviário, que têm uma extensão de 562 metros e 8 metros de largura.

Inaugurada em 1878, a ponte metálica sobre o Rio Lima foi desenhada pela Casa Eiffel de Paris e substituiu a ponte em madeira que ligava o então terreiro de São Bento à margem esquerda do rio Lima, junto à capela de São Lourenço, na freguesia de Darque.

Desde 2007, ano em que que toda a estrutura da ponte recebeu uma grande intervenção de reabilitação, num processo que 2 anos que custou 15 milhões de euros, que os problemas no piso rodoviário eram frequentes, com vários buracos no alcatrão do pavimento.

Em junho de 2014 a Ponte Eiffel sofreu uma grande intervenção para a substituição integral do piso do tabuleiro rodoviário, que se encontrava em muito mau estado.

Em 2016 a Ponte Eiffel sofreu novamente obras, para reparação dos elementos de alvenaria existentes no acesso ao tabuleiro rodoviário (rampa), do lado de Darque, e a substituição dos dois aparelhos de apoio existentes nos acessos rodoviários das duas margens do Rio Lima.

Recuando no tempo, a 21 de julho de 1852 uma carta de lei ordenou a realização de obras de forma a melhorar o porto e a barra de Viana do Castelo, e a construção de uma nova ponte sobre o Rio Lima, devido ao mau estado de conservação em que a antiga estrutura se encontrava.

Um engenheiro inglês, John Rennie, estudou a situação a pedido de Fontes Pereira de Melo, tendo apontado no seu relatório que a ponte de estacas era um grande obstáculo ao movimento das marés, dificultando consideravelmente o funcionamento regular do Porto de Viana do Castelo, pelo que aconselhava a demolição e substituição por uma nova estrutura, que tivesse vãos superiores a 50 pés de altura, e cujos pilares fossem tão estreitos quanto possível.

Em 1875, foi determinado que a nova ponte devia ser construída no local proposto em 1855, e que teria dois tabuleiros, sendo o inferior destinado à via férrea. Depois de avanços e recuos, alterações na localização e diversas teorias, o projeto para a nova ponte foi elaborado pelo engenheiro Gustave Eiffel, tendo sido necessárias mais de duas mil toneladas de ferro para a construção da ponte.

A empresa de Gustave Eiffel também foi encarregada pela construção, que foi dirigida pelos engenheiros João Matos e Boaventura Vieira. As obras começaram em março de 1877 e foram concluídas em maio do ano seguinte. A 30 de Junho de 1878, foi inaugurado o troço ferroviário entre Darque e Caminha, tendo a cerimónia sido feita no edifício provisório da Estação de Viana do Castelo. Este troço entrou ao serviço no dia 1 de julho de 1878. 



WP 11 - Marginal Off Road do Rio LETHES

As Veigas do rio Lima Designação dada aos terrenos férteis e planos que se localizam nas áreas adjacentes as margens dos rios, também conhecidos por várzeas . São famosas as Veigas das localidades da Correlhã, Seara e Vitorino das donas na margem esquerda do rio Lima servidas de uma Ecopista que se inicia na vila dePonte de Lima junto a Ponte Romano-gotica e termina no cais fluvial da freguesia de Vitorino das Donas, passando de seguida para o concelho vizinho de Viana do Castelo terminando na localidade de Deão percorrendo uma distancia de 13Km. 

 

PORTUGAL Notável sempre em VIAGEM consigo!.



WP 12 - Ponte De Lima

Horizontes da Memória, A Estrada das Pedras Finas, Ponte de Lima, 1996

Nem só a vila medieval, nem só as Lagoas, nem só o sarrabulho e os imponentes solares. Ponte de Lima também é serrana, menina pastora e poetisa inspirada nas alturas das montanhas.

Em pleno coração do Vale do Lima, a beleza castiça e peculiar da vila mais antiga de Portugal esconde raízes profundas e lendas ancestrais. Foi a Rainha D. Teresa quem, na longínqua data de 4 de março de 1125, outorgou carta de foral à vila, referindo-se à mesma como Terra de Ponte. Anos mais tarde, já no século XIV, D. Pedro I, atendendo à posição geoestratégica de Ponte de Lima, mandou muralhá-la, pelo que o resultado final foi o de um burgo medieval cercado de muralhas e nove torres, das quais ainda restam duas, vários vestígios das restantes e de toda a estrutura defensiva de então, fazendo-se o acesso à vila através de seis portas.

A ponte, que deu nome a esta nobre terra, adquiriu sempre uma importância de grande significado em todo o Alto Minho, atendendo a ser a única passagem segura do Rio Lima, em toda a sua extensão, até aos finais da Idade Média. A partir do século XVIII a expansão urbana surge e com ela o início da destruição da muralha que abraçava a vila.

Começa a prosperar, por todo o concelho de Ponte de Lima, a opulência das casas senhoriais que a nobreza da época se encarregou de disseminar. Ao longo dos tempos, Ponte de Lima foi, assim, somando à sua beleza natural magníficas fachadas góticas, maneiristas, barrocas, neoclássicas e oitocentistas, aumentando significativamente o valor histórico, cultural e arquitetónico deste rincão único em todo o Portugal. 

 

O "Rio do Esquecimento"...e o Romantismo desta Marginal "Off Road" - RIO LETHES

A NATUREZA a fazer magia...numa pura analogia ao Romantismo Limiano!


WP 13 - ABOIM DA NOBREGA

Aboim daNobrega uma das mais genuínas aldeias do interior Minhoto, localidade onde a tradição dos Lenços de Namorados tem grande expressão. Aboim da Nóbrega pertence ao Concelho de Vila Verde, situando-se nas Encostas de Mixões da Serra, junto ao Parque Nacional Peneda-Gerês.

 


WP 14 - Lugar de POSTO MAIOR - Mixões da Serra

ALDEIA QUE ME ENLOUQUECE

Gosto de cheirar o teu esqueleto, pedras que são seios enlouquecidos, portas mágicas que são relógios do tempo, fios de cabelo metamorfoseados em doçuras conventuais, cisternas naturais de água que me fazem ressurgir, tempo que não passa, aqui, dizem, não vemos, queremos. Gosto de cheirar o teu canastro, amar-te numa caminhada vespertina, devorar-te no tempo que a vida me outorga. Gosto de enlouquecer quando chego a ti e sentir que esta loucura é a normalidade que me dá paz.

 


WP 15 - VILARINHO DA FURNA (Barragem)

A Aldeia Lusitana

"A Aldeia dos Lusitanos, poucos em número mas grandes na alma. A nós ninguém nos dobra, muito menos os Romanos!"

Vilarinho da Furna era uma pequena aldeia da freguesia de S. João do Campo, situada no estremo nordeste do concelho de Terras de Bouro. Segundo uma tradição oral teria começado a sua existência por ocasião da abertura da celebre estrada da “ Geira “ , que de Braga se dirigia a Astorga num percurso de 240 Km, e daqui a Roma.

Estaríamos segundo a opinião mais provável, pelo ano de 75 d.C.. Um grupo de sete trabalhadores, assim reza a tradição, resolveu fixar-se junto da actual Portela do Campo. Passado pouco tempo, por motivos de desentendimento, quatro desse homens deixaram os sues colegas e foram instalar-se a poucos metros da margem direita do rio Homem, dando, assim, inicio á povoação de Vilarinho da Furna.

Em suma, tudo o que hoje se pode dizer sobre o nascimento de Vilarinho da Furna se resume num levantar de hipóteses. Todavia, no meio de toda esta incerteza, um facto se apresenta incontestável : se não a sua origem romana, pelo menos a sua romanização, os romanos chegaram, viveram, passaram e deixaram rasto. Atestam-no as duas vias calcetadas que davam acesso a povoação pelo lado Sul e, sobre tudo, as três pontes de solida arquitectura.

Vilarinho da Furna foi uma aldeia comunitária, cujas origens se perdem nas brumas da memória, desconhecendo-se a sua antiguidade. Desde 1971 que esta aldeia está submersa pela albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas. Contudo, quando a barragem é esvaziada para limpeza ou quando desce o nível das águas em períodos de seca, podem ver-se ainda as casas, os caminhos e os muros da antiga aldeia. Merece uma visita, sem dúvida!

 


WP 16 - Nossa Senhora da PAZ - Ponte da Barca

SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA PAZ Barral, Vila Chã S. João Baptista

IDENTIDADE E MISSÃO - O Santuário de Nossa Senhora da Paz dá expressão ao pedido de Nossa Senhora, feito a 11 de maio de 1917 e indicado ao pequeno SEVERINO ALVES: “Diz aos pastores do monte que rezem sempre o terço, que os homens e mulheres cantem a ESTRELA DO CÉU, e se apeguem comigo, que hei-de acudir ao mundo e aplacar a guerra”.

A Capela de Nª Sª da Paz foi erguida em 1969 no local das aparições de 1917 e, desde então, o restante espaço do Santuário foi sendo construído, em resposta ao aumento do número de peregrinos. O Santuário de Nossa Senhora da Paz é local de peregrinação, que faz memória do acontecimento que levou à sua fundação, as aparições de Nossa Senhora da Paz ao pastorinho Severino Alves.

O acolhimento dos peregrinos e visitantes é elemento fundamental da missão deste Santuário Mariano, o qual conta com o apoio de diversos voluntários da freguesia deste mesmo Santuário. O Santuário de Nossa Senhora da Paz defende, então, a mensagem do acontecimento ocorrido a 10 e 11 de maio de 1917 e é missão deste Santuário a análise e a divulgação desta mensagem de paz, como meio de evangelização em Portugal e no mundo.

Narrativa das Aparições O QUE ACONTECEU NO BARRAL A 10 E 11 DE MAIO DE 1917 O protagonista do caso foi um pobre pastorinho, de nome SEVERINO ALVES, de dez anos de idade, filho de uma pobre e virtuosa viúva, e irmão de mais outros seis, todos eles muito tementes a Deus. No dia 10 de maio de 1917, deviam ser oito horas da manhã, ia esse rapazinho a caminho do monte rezando o terço, como costumava fazer, quando numa ramada próxima da Ermida de Santa Marinha, sentiu um relâmpago que o impressionou.

Dá mais alguns passos, atravessa um portelo e defronta uma Senhora, sentada, com as mãos postas, tendo o dedo maior da mão direita destacado, em determinada direção.

O seu rosto era lindo como nenhum outro, toda Ela cheia de luz e esplendor, de maneira a confundir vista, cobrindo-lhe a cabeça um manto azul e o resto do corpo um vestido branco. Logo que o pequeno vidente a viu, caiu para o lado surpreendido com tal acontecimento.

Readquirindo ânimo, levantou-se, e exclamou: “Jesus Cristo!”. Nesse mesmo instante desapareceu a Visão. O pároco da localidade, que não parecia ser um espírito que facilmente se dominava por factos, que não parecessem credíveis, ouviu com atenção o rapazinho, não só atendendo á fama de bem comportado, que gozava na localidade, mas atendendo à sinceridade e à precisão com que relatou tudo o que viu.

O pároco aconselhou-o, finalmente, a que voltasse ao lugar da Aparição e pedisse a essa Visão que o informasse quem era. No dia seguinte ao da primeira Aparição, dia 11 de maio de 1917, uma sexta-feira, deviam ser também oito horas da manhã, pois ia soltar as ovelhas e os carneiros a fim de os levar para o monte, sem que sentisse relâmpago algum, quando atravessava o portelo, deparou-se com a mesma Senhora, que estava sentada no mesmo sítio do dia anterior.

Nesse dia, 11 de maio de 1917, o rosto da Aparição desprendia-se em sorrisos. Quando a viu, o pastorinho caiu de joelhos e disse um pouco surpreendido (para não dizer assustado) o que o pároco lhe havia aconselhado: “Quem não falou ontem, que fale hoje”. Então a Aparição com uma voz que era um misto de rir e cantar, diferente do falar de todos os mortais que tem visto, tranquilizou-o, dizendo-lhe: “Não te assustes, sou Eu, menino”.

E acrescentou: “Diz aos pastores do monte que rezem sempre o terço, que os homens e mulheres cantem a ESTRELA DO CÉU, e se apeguem comigo, que hei-de acudir ao mundo e aplacar a guerra”. Depois de dizer o que fica escrito, sem que a criança tivesse mais tempo que responder a tudo: “Sim, Senhora”, a Visão, olhando para uma ramada, acrescentou:

“Que gomos tão lindos, que cachos tão bonitos!” Mal o rapazinho tinha olhado para a ramada, voltando a cabeça, já a Visão tinha desaparecido. O privilegiado Vidente foi imediatamente avisar do acontecido as mães dos filhos da localidade que estavam no exército. A comoção do pequeno teria sido tamanha que depois destes factos, nunca mais quis voltar sozinho ao sítio da Aparição.

Às perguntas feitas, o rapazinho respondia sempre da mesma maneira: “Se quiserem acreditar, que acreditem, se não quiserem que não acreditem”, e acrescentava: “Eu fiz a minha obrigação, avisando como me mandaram”.

 

WP 17 - SOBREDO - Entre-Ambos-Os-Rios

 O Rústico e o Bucólico!! Paisagem Idilica.., em imagens que são postais de momentos perfeitos!!..Aos amantes da Natureza, recomenda se!

Assim, num cenário em que a terra é forrada de verde, o mar é de azul, o ar puro é transparente, os rios nervosos na nascente, calmos no deslizar, quando atingem as “ribeiras”, insere-se este bucólico "espaço Zen" nesta Região Alto Minhota, num mapa de cores, saberes e paladares! Em Festa!

 

 



WP 18 - GERMIL - "Aldeia de Portugal"

Incrustada na serra Amarela, Germil é uma típica aldeia de montanha situada em pleno Parque Nacional Peneda-Gerês, que conserva o ambiente rural e a vivência comunitária de outros tempos.

Concentrada em dois aglomerados de casas típicas de granito, com portas e janelas de um castanho avermelhado, Germil possui ruas estreitas (cobertas por vinhas), calçadas em pedra e água que jorra de todos os cantos. É quase obrigatório percorrê-la a pé! Na aldeia destacam-se uma velha azenha, a igreja datada de 1880 e alguns espigueiros em granito.

Observe com atenção um relógio de sol que sobressai no topo de um deles, memória de outros tempos. Fique alojado numa das unidades de turismo rural desta aldeia e desfrute do contacto com a natureza! Germil é o local ideal para descansar, usufruir de agradáveis momentos de reflexão e dar asas à sua veia de explorador da montanha.

Nas proximidades da aldeia, descubra o Fojo do Lobo, que se estende ao longo de 1400 metros, na margem poente do vale do rio Germil. Na mesma estrada, em direção à aldeia, avistará algumas silhas, construções circulares em pedra que, noutros tempos, serviam de proteção das colmeias contra os ataques dos ursos.

Delicie-se com os sabores típicos da aldeia: chanfana de cabra à moda de Germil, queijo e mel. A cestaria (tradicional e de junco), as peças em linho e lã, a tamancaria e os bordados constituem as atividades artesanais típicas da aldeia de Germil.

 

Memórias de outros tempos...no LINDOSO.