ETAPA 3 - "GERÊS - PITÕES JUNIAS" - 120 Km, 12.2017 - "ROTA DAS SERRAS E DO BARROSO"

Pedras que falam...

Sou assim, um pedaço de território que ama esta maravilhosa preservação da nossa autenticidade, sou assim, um pedaço de história mergulhado na ruralidade.

Amo amar esta terra doce salpicada por um mar salgado, amo enrolar-me nas teias da verdade que nos carateriza, amo saborear o toque das mãos lusitanas que resistiram à fuga e aos sinais dos tempos, amo sentir este amor que tantos e tão bons portugueses aqui eternizaram em mim. Sou um monte de pedras encaixadas, dirão uns, sou um diamante disfarçado de simplicidade que não se vende, não se troca, não se multiplica, sou a riqueza daqueles que vivem para sentir e dos que sentem para viver, sou assim uma simples aldeia repleta de um monte de pedras onde os teus olhos brilham e a minha alma canta, onde tudo se engrandece perante a portucalidade que nos encanta.


A Rota das SERRAS e do BARROSO

Convite para uma experiência duradoura e inesquecível

O Gerês é um outro mundo. Imenso e poderoso. Bonito de morrer. Próximo, suave e acessível, muitas vezes. Distante, abrupto e misterioso, outras tantas.

Luminoso e colorido. Penumbroso e cinzento. Conhecer as serras do Parque Nacional da Peneda-Gerês é uma experiência única, impossível de concluir num dia ou numa semana. O Gerês é, para muita gente, o destino de uma vida.

E nem assim, numa vida, a serra se entrega completamente.

Portugal é isto, laje sobre laje, dias sobre dias, estórias com história, corpos com alma, rugas com eternidades para contar. Portugal é isto, e isto é tanto. Estimam-se livros de ouro e desperdiçam-se histórias de diamante. O que somos é muito mais do que aquilo que se pode guardar num banco ou bolsa.


Sair da rotina contribui para reduzir a tensão, alivia o stress, melhora o sono, e rejuvenesce o corpo e a mente.


A sua escapadinha começa AQUI...

"Google My Maps"

Este chão tem gente. Homens, mulheres, velhos. Poucas crianças. Tem ruas, casas, portas, varandas. Tem pedras com história. Este chão habitado no meio da serra tem campos lavrados, outros a monte. Tem frutos maduros. Fonte de pedra morena, água que mata sede a quem passa. Aqui há pão. Trabalho. Há mãos. E chega a parecer que as agruras do mundo moram lá fora. Esta terra tem festa, banda, tem lojas, igreja, capela, nichos, alminhas. Tem caminhos estreitos, muros, calçadas, velhos portões. Tem estradas que passam e um tempo que fica. É rude esta terra, com cactos, espinhos. E tem mel. Que aqui há rosmaninho, alfazema, urze, árvores antigas, flor de jasmim. Há abelhas. Grilos, cigarras. Nesta geografia cavada, há sonhos esquivos. Amores proibidos. Pedro e Inês ao fim-de-semana. Vidas sofridas todos os dias. Há lendas. Danças, cantigas. E um vento que ronda e um vento que roda, me rouba as palavras. E pardais, corvos, espantalhos, quintais. Há cães que dormitam, ovelhas, cabras, cavalos não vi, e bichos bravios de que se ouve falar. Esta terra tem passos em volta, tem os meus passos por dentro. Os meus olhos achadiços, um dia. Tem nome: é Paredes do Rio.

"Google My Maps"

Powered By Wikiloc



  • O velho moinho... na Vila da Ponte, Montalegre.

  • Cores do Outono no Gerês...

  • Apenas vos posso dizer
    que me sinto privilegiado
    por aqui vos poder trazer
    um pouco do nosso país... enfeitado


CONCELHOS A PERCORRER

Terras de Bouro, Vieira do Minho e Montalegre


WP 01 - Vila do GERÊS

Apagar as luzes, deixar apenas as lanternas e as velas criarem um ambiente aconchegante  

O resto fica por sua conta...


  • Trago no olhar visões extraordinárias de coisas que abracei de olhos fechados. - Florbela Espanca
    Terras de Bouro - Brufe - Minho

  • Eu acredito...e isso ja vale muita coisa!!

  • Pedaços do dia-a-dia nas aldeias de Montalegre...

Retratos do Portugal Profundo... em Cambezes do Rio, Montalegre.

  • Encontros sublimes, em dia de neve e neblina, no Gerês.

  • Não tenho tempo para mais nada, ser feliz consome me muito!

Frio este que nos aquece em alma despida de preconceitos, que vive no seu jeito, paz que não nos enlouquece, pureza onde me deito, minutos contados que não se contam, resultados que se vêm na mesa e na honra, neste mundo louco onde já nada conta, por aqui se vão salvando as gentes de valores, de avançada idade, cansados de ver tudo isto em que meia dúzia de engravatados desprezam a verdade.



WP 02 - São Bento PORTA ABERTA

O Santuário de São Bento da Porta Aberta é um santuário católico português, localizado na freguesia de Rio Caldo, em Terras de Bouro.

Teve a sua origem em 1615, com a construção de uma pequena ermida. O atual santuário é do final do século XIX. Iniciou-se a sua reconstrução em 1880 e concluiu-se em 1895.

A designação de São Bento da Porta Aberta deve-se ao facto de a ermida ter sempre as suas portas abertas, servindo de abrigo aos viajantes.

Em 2013 para receber a classificação de Basílica foi realizada a requalificação da capela mor ao nível do ambão, melhoramentos na iluminação e delimitação. 

O caminho das pedras é dificil...mas cheio de poesia!


Recebe anualmente 2,5 milhões de peregrinos sendo o segundo maior santuário português, depois de Fátima, mesmo não apresentando uma situação geográfica favorável, nem ser beneficiado por relevantes vias de comunicação.

O santuário foi elevado a basílica menor pelo Papa Francisco a 21 de março de 2015 em comemoração dos seus 400 anos de existência.

 



WP 03 - Minas da BORRALHA


O meu caminho é feito de uma alma com pés valentes, mesmo quando cansados arriscam mais um passo. É essa doce valentia que me trouxe até aqui!...


Minas da Borralha

...em pleno coração da Serra da Cabreira - Vieira do Minho

MUITOS me seguem....POUCOS me acompanham!


WP 04 - CAMPOS "Aldeia Portugal"

Um LOCAL para percorrer sem pressas...


Com um vasto património para apreciar, parta à descoberta de Campos, em Vieira do Minho, uma aldeia cheia de personalidade e dotada de uma rara beleza natural! Abraçada pela Serra da Cabreira, esta aldeia bem preservada possui uma identidade rural muito própria que encanta descobrir pelas ruas e enquadramento verdejante.

Um local para percorrer sem pressas, caminhando pelas pequenas e rústicas ruas empedradas, e visitando o património acumulado ao longo do tempo.

O cruzeiro, a igreja, os moinhos, a ponte romana, o forno comunitário e os espigueiros são locais a não perder. Contam-se 46 espigueiros onde são guardadas as espigas de milho que, depois de arejadas secas são malhadas para dar aos animais e para fazer pão!

As casas da aldeia de Campos, bons exemplares da tradição rural minhota, mostram-se na sua faceta mais prática, com o andar de cima como habitação e o de baixo reservado aos animais e lida agrícola. Eiras, eirados, celeiros e espigueiros são outros elementos que encontra pela terra, reveladores do passado ligado à terra e à agricultura.

Mas mais do que pelo património, perca-se pelas lendas e tradições deste núcleo de vida em comunidade. Meta conversa com os habitantes locais e descubra a sua calorosa hospitalidade! Depois, deambule pelos contornos da aldeia e respire todo o ar puro deste ambiente de serra e encontre, escondidas pela densa vegetação, as ruínas das antigas minas de volfrâmio! Não perca, também, a gastronomia local, em que sobressaem a vitela barrosã, o cabrito das terras altas do Minho, o queijo, o mel e o fumeiro.

 



WP 05 - Barragem VENDA NOVA

A barragem da Venda Nova situa-se entre o concelho de Montalegre (distrito de Vila Real) e Vieira do Minho (distrito de Braga). Entrou em funcionamento em 1951 e é alimentada pelo curso de água do rio Rabagão.

 


  • Barroso, Reino Maravilhoso


A minha Aldeia amada.... Que saudades eu tinha de te ver! Este cheiro que emana das tuas chaminés supera qualquer calor tropical, o sabor das tuas comidas é único e não tem igual e o carinho das tuas/nossas gentes é insubstituível. Porque é que te amo tanto aldeia minha? Não me perguntes tal coisa. Deixa-me antes continuar a amar-te e a lutar pela tua vitalidade. É esta a melhor forma que tenho de te agradecer tudo o que sou.


A Venda Nova é uma barragem em arco-gravidade, com 97 metros de altura.

Pertence à bacia hidrográfica principal do Rio Cávado e possui uma bacia hidrográfica própria de 136,58 km². A sua albufeira apresenta uma superfície inundável ao NPA (Nível Pleno de Armazenamento) de 400 hectares.

As cotas de água na albufeira são: NPA (Nível Pleno de Armazenamento) de 700,00 metros, NMC (Nível Máximo de Cheia) de 701,00 metros e NmE (Nível Mínimo de Exploração) de 641,00 metros. A capacidade do descarregador é de 1100 m³/s e o escoamento médio anual é de 284 hm3. 

 


WP 06 - Panorâmica sobrre PONTEIRA

PORTAS DO PORTUGAL RURAL

Panorâmica sobre PONTEIRA e Albufeira de Paradela

PONTEIRA - Montalegre: Aldeia - Aglomerado Rural Uma paisagem encantadora, não estivessemos nós em Trás-os-Montes. Aldeia típica localizada no Parque Nacional da Peneda-Gerês, enquadrada numa moldura de granito, na encosta da serra. A sua riqueza granítica, com tanto de sombrio como de belo, confere a este local uma singularidade e misticismo muito atrativos. Um dos ex-líbris deste local é a chamada Pedra Bolideira, uma rocha que balança ao ligeiro empurrão da mão humana.

Aldeia da Ponteira-Montalegre com o Gerês como pano de fundo


WP 07 - PEDRA BOLIDEIRA - em Ponteira

Trata-se de um monólito oscilante, que atrai os visitantes, que tentam fazer esta pedra de grandes dimensões mover com apenas um pequeno movimento.

 

  • SITIO ARQUELÓGICO

  • Os azedos já estão na brasa, os grelos estão a chegar...

  • Olhar doce e suave, como quem nos entrega o mundo sem nada pedir em troca... Mas não, não pede muito, apenas pede que compremos laranjas e rebuçados.


WP 08 - Mosteiro de Santa Maria das JUNIAS

O Mosteiro de Santa Maria das Júnias é um mosteiro em ruínas localizado nos arredores de Pitões das Júnias, na freguesia de mesmo nome, concelho de Montalegre, Distrito de Vila Real, em Portugal.

 


Este mosteiro remonta a um antigo eremitério pré-românico, fundado no século IX, cuja implantação obedeceu a critérios de isolamento. Encontra-se num vale estreito, de difícil acesso e longe dos caminhos e de lugares habitados, inscrito em um grandioso fundo paisagístico.

Ao longo dos séculos, este mosteiro foi enriquecendo com a obtenção de terras na região do Barroso e na Galiza. No início do século XIV, conheceu obras de manutenção e melhoramento em que se destaca a construção do claustro e a ampliação da capela-mor.

Em contraste com outros cenóbios do Norte de Portugal, que no geral são possuidores de produtivos coutos, esta primeira comunidade de monges das Júnias dependia da pastorícia, facto que acentuou o seu carácter humilde e ascético. O atual mosteiro e seu templo anexo foram erguidos durante a primeira metade do século XII, antes mesmo da fundação da nacionalidade. Era então ocupado monges da Ordem de São Bento. Em meados do século XIII, o mosteiro passou a seguir a regra da Ordem de Cister, ficado agregado à Abadia de Oseira, na Galiza.

 

Na primeira metade do século XVIII, a igreja foi restaurada, a nível do madeiramento e do lajeamento, e redecorada com retábulos em talha dourada. A partir de meados desse século, entretanto, começou a entrar em decadência e acabou por perder monges e rendimentos.

Com a extinção das ordens religiosas masculinas (1834) o seu último monge passou a exercer a função de pároco de Pitões. Na segunda metade do século XIX, um devastador incêndio levou à ruína muitas das dependências conventuais.

O Mosteiro de Santa Maria das Júnias encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo Decreto nº 37.728 de 5 de Janeiro de 1950. Em 1986 a Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais levou a efeito obras de recuperação e melhoramento.

Mais recentemente, em 1994 e 1995, o Parque Nacional da Peneda-Gerês promoveu uma intervenção arqueológica no claustro e na cozinha conventuais. A igreja deste convento é palco de uma romaria anual, a 15 de agosto, a que acorrem gentes de Pitões das Júnias e de povoações vizinhas.

 


WP 09 - PITÕES DAS JUNIAS

A 1200 metros de altitude, com as fragas e picos do Gerês a poente e noroeste, e o planalto da Mourela a nascente e nordeste, Pitões das Júnias é uma das aldeias mais visitadas do concelho de Montalegre. Além da fauna e da flora riquíssima, oferece outros pretextos para um passeio, concentrados no percurso pedestre de quatro quilómetros - percorridos em cerca de 1h30 - entre o cemitério e o centro da aldeia. E perpetua tradições que não se encontram em mais nenhum local  

Pitões das Junias

Capela São João de Fraga

Manda a tradição que no final do percurso, com perto de hora e meia, os habitantes comemorem junto a um carvalhal, comendo os lanches previamente, ali deixados e dançando ao som das concertinas.

São totalmente desconhecidas as origens desta capela. Foi feita em honra de São João da Fraga. Para chegar a esta capela, a mais de 1100 metros de altitude, é preciso percorrer um dos percursos mais emblemáticos de Pitões das Júnias.

Todos os anos, no primeiro domingo após o dia de São João, a maior parte dos habitantes de Pitões das Júnias cumprem a tradição religiosa, cuja origem também é desconhecida, de subir ao alto da serra em romaria ao santo que protege a aldeia.