Pela Serra de Aire e Candeeiros

A Serra de Aire é uma elevação de Portugal Continental, com 679 metros de altitude. Abrange os concelhos de Ourém, Porto de Mós, Alcanena e de Torres Novas, marcando a fronteira entre o Ribatejo e o Oeste.

A Serra dos Candeeiros é uma elevação de Portugal Continental, com 631 metros de altitude. Situa-se nos concelhos de Rio Maior, Alcobaça e Porto de Mós, marcando a fronteira entre o Ribatejo e o Oeste.  

 

MAPA DOS LOCAIS - Serra de Aire e Candeeiros

"Google My Maps" 

A serra e o Homem

À semelhança do vale do Douro com os socalcos para as vinhas ou, porque não, dos arrozais de montanha comuns em países do extremo Oriente como a China ou as Filipinas, também as serras de Aire e Candeeiros sofreram ao longo dos séculos uma adaptação da natureza às necessidades do Homem.

Esta convivência está tão profunda e harmoniosamente enraizada na serra, que não é hoje possível imaginá-la sem os “chousos”, os “maroiços”, as vacas e as oliveiras.

Do miradouro próximo do lugar de Covão do Feto, entre Minde e a Serra de Santo António, tem-se para mim a melhor das vistas sobre as Serras de Aire e Candeeiros, numa paisagem muito influenciada pela presença humana. 

As mil e uma curvas do Patelo unem o planalto de São Bento ao vale de Alvados e são um belo trilho para percorrer a pé, de bicicleta ou de 4×4. Vá preparado para grandes declives e curvas apertadas!..


Capela do Cabeço das Pombas - S. Bento

A Capela de Nossa Senhora da Saúde e de Santa Susana, do lugar da Cabeça das Pombas, foi mandada construir pelo Reverendo Pe. Manuel Francisco Alves em 1732, conforme lápide situada por cima da entrada principal da Capela.

Coordenadas GPS: 39º 29’ 46’’ N | 08º 47’ 34’’ W


Chousos e Maroiços

A grande quantidade de pedra que cobria os terrenos tornando-os impróprios para a agricultura foi ao longo dos séculos sendo retirada e aproveitada ao mesmo tempo para a elevação de muros de pedra solta que delimitam as propriedades e são hoje uma das imagens mais características destas serras. São os chamados “chousos”.

 

Por vezes quando a pedra é muito dura...

....como é o caso da zona da Serra de Santo António, são para alem dos “chousos” erguidos “maroiços” montes de pedra solta espalhados pelo terreno. Estes da fotografia ficam próximo do Covão do Feto.

 


PEGADAS DINOSSAUROS em VALE DE MEIOS.

ALCANEDE - RIO MAIOR 

Vale de Meios - Pé da Pedreira

Icnofósseis: Pegadas de dinossauros terópodes e saurópodes

Periodo: Jurássico médio

Centenas de trilhos com pegadas de dinossauros terópodes

Pegadas com muito bom detalhe

Uma das maiores jazidas com pegadas de dinossauros terópodes da Peninsula Ibérica

 

PEGADAS DOS DINOSSAUROS

SERRA DOS CANDEEIROS

Descobertas em 1994 na zona de exploração de uma pedreira conhecida como a Pedreira do Galinha, o monumento das pegadas dos dinossauros das Serras de Aire e Candeeiros é uma viagem ao passado.

Uma viagem que nos leva há 175 milhões de anos atrás, ao tempo em que a Europa ainda estava ligada à América e que a terra era dominada por essas criaturas gigantes.

 


Os Moinhos de Vento

Pelos topos das serras são muitos os que em ruínas dão testemunho de um passado em que a força do vento era a forma de transformar os cereais em farinha, especialmente no Verão, quando a água quase deixa de correr nos rios.

 

Entretanto começam-se a ver alguns belos exemplos de restauros em que estes são adaptados a casas de férias. Espero que o vento continue a soprar não só para as enormes eólicas que agora povoam a paisagem, mas também para manter viva a memória desta actividade.

 

Pormenores... IN Moinho da Senta - Rio Maior

A idade não perdoa...

mas a beleza da velhice enquadra-se perfeitamente na paisagem.



Grutas de Alcobertas

Terra Chã quer dar nova vida à gruta de Alcobertas...

Já foi considerada "uma das mais belas grutas da Europa", mas a incúria ditou a destruição de um lugar de interesse arqueológico que a Cooperativa Terra Chã quer recuperar e tornar visitável por pessoas com mobilidade reduzida.

 


GUIA de Montanha Certificado e Recomendado


A gruta de Alcobertas, com uma extensão de 210 metros e, em alguns locais, uma altura de nove metros, foi habitada pelo Homem no Paleolítico Superior (há cerca de 15 mil anos) e nela foram encontradas ossadas relativas a possíveis enterramentos no Neolítico, sendo considerada a das mais belas da Europa.

 

 

Um projecto privado, que visava explorar a gruta mas nunca foi concluído, deu os primeiros golpes na beleza natural do lugar, ao destruir elementos para traçar um percurso de visita, destruição que se acentuou com o acesso ao local de pessoas que simplesmente arrancaram estalactites e estalagmites "para levar como recordação".

 

Desde que a Cooperativa Terra Chã assumiu a responsabilidade da gruta (com o acordo do Parque Natural das Serras d'Aire e Candeeiros), inserindo-a nos percursos na natureza que realiza na zona, a porta de acesso passou a estar fechada a cadeado.

A porta de ferro é agora aberta apenas quando se realizam visitas marcadas, essencialmente de alunos do 1º ciclo e idosos, dada a boa acessibilidade, mas também de estudantes universitários, no âmbito de projectos de investigação ou, ainda, inseridas em percursos temáticos, como as rotas dos Pastores e das Orquídeas, ou simples passeio pela serra, organizados pela Terra Chã.

 

A ideia do projecto é associar a componente ambiental e de preservação da natureza à "criação de riqueza, na perspectiva de uma economia centrada nas pessoas da região e que permita continuarem a viver no espaço rural, nas suas aldeias, e não a partirem todos em debandada para as cidades, como se aí estivesse o fulcro da civilização

 





FÓRNEA

O anfiteatro natural da Fórnea é um dos meus locais favoritos na serra. Pode chegar a esta enorme depressão a partir de Alcaria (para a base) ou do Chão das Pias (para o topo). Para os mais aventureiros é possível subir a encosta, mas não há propriamente um trilho marcado.

Não deixe no entanto de subir até à Cova da Velha, uma pequena gruta de onde quando chove muito brota água que vai alimentar várias cascatas no percurso. No pico do Verão e após vários meses sem chuva, é possível entrar na gruta. Leve uma lanterna e muita precaução.

 


Ecopista de Porto de Mós em pleno PNSAC, um excelente trilho em pleno coração do calcário!

A conversão da antiga linha de caminho de ferro por onde desciam os comboios carregados de carvão extraído das minas da Bezerra até Porto de Mós acabou convertida numa percurso para percorrer a pé o de bicicleta. Percorrendo de forma circular são ao todo cerca de 12 quilómetros, com um troço de ligação um pouco íngreme.

 

Destacam-se os túneis e os enormes taludes construídos para tornar possível a manobra dos vagões de carvão, assim como a paisagem. Painéis informativos dão hoje indicações sobre a fauna, flora, geologia e engenharia associadas ao percurso.

Como se encontra na face Nascente da serra da Pevide, de manhã está directamente ao Sol e à tarde, mais à sombra, bom para passeios no Verão.

 

 


Buraco Roto e a Pia da Ovelha

A zona da Pia da Ovelha é o melhor local para a prática da escalada nesta serra. São várias as vias equipadas nas duas encostas do vale que desce para o Reguengo do Fétal. É ainda um local muito bom para caminhadas, existindo um percurso marcado que se inicia na aldeia e sobe pelo Buraco Roto (uma gruta na base do vale onde foram encontrados vestígios de povos primitivos) até aqui.

 


Castelo de Porto de Mós

Com os seus belos torrões verdes o castelo de Porto de Mós parece saído de um conto de fadas e domina o vale do Lena na sede do concelho que abrange grande parte da serra de Aire e Candeeiros.

 


Praia Jurássica de São Bento

A jazida do Cabeço da Ladeira, em plena Serra de Aire e Candeeiros, apresenta uma grande concentração de fosseis de Equinodermes (ouriços e estrelas do mar) do período Jurássico e foi descoberta numa pedreira desactivada (à semelhança das pegadas de dinossauros).


LAGOAS do ARRIMAL

Junto à aldeia do Arrimal encontramos duas lagoas: a Lagoa Grande e a Lagoa Pequena. Por alguma razão que alguém mais conhecedor da geologia poderá explicar, aqui a água retém-se à superfície ao invés de se infiltrar. Essa é aliás uma característica muito própria destas serras calcárias. Por aqui raramente se encontra água a correr à superfície como acontece em serras de outro tipo de rocha, como o granito. Temos poucas cascatas, poucos riachos, poucas lagoas. Só quando chove muito há água nos rios já que esta rapidamente se infiltra e vai para as grutas. O Arrimal é a excepção. 

  • LAGOAS DO ARRIMAL

  • Lagoa Grande

  • Lagoa Pequena

As três fantásticas Lagoas do Arrimal, no Município de Porto de Mós, estão ladeadas por pequenos poços em pedra calcária, onde o verde da natureza e a água se fundem numa combinação perfeita. A Lagoa Grande, Alqueidão Do Arrimal aproveita a água proveniente do Vale de Espinho, enquanto a Lagoa Pequena, situada junto ao Rossio, recolhe as águas chegadas da Mendiga. Em Portela de Vale de Espinho está a terceira lagoa. Estas lagoas são um exemplo da formação de pequenas depressões superficiais, verdadeiros oásis no mar de secura que as envolve, utilizadas essencialmente para uso doméstico e rega.

 


Nascente do RIO LENA

A nascente do rio Lena, afluente do Liz, é um exemplo da permeabilidade das serras que falei acima. A maior parte do ano, quando não chove, o rio fica praticamente seco, mesmo na vila de Porto de Mós. No vale onde nasce, acima da Ribeira de Cima, diz-se que são sete as nascentes. Após muita chuva creio que até são mais, havendo água a rebentar por todos os lados. Depois, só uma ou duas se aguentam e, no Verão fica tudo seco nas primeiras centenas de metros.Este vale, que depois dá depois ligação à Fórnea, é dos mais agradáveis locais para passeios a pé ou de BTT. 

  • Nascente

  • RIO

  • LENA


SALINAS de Rio Maior

No sopé das Serras de Aire e Candeeiros encontra-se um dos poucos locais de produção de sal-gema em Portugal (penso que só há mais um, em Loulé, e aí é obtido em minas). As salinas de Rio Maior são em tudo semelhantes às que se encontram junto ao mar, sendo que aqui a água salgada é extraída de um poço. Em redor destas os antigos armazéns de sal, quase todos adaptados ao comércio, são totalmente construídos em madeira desde as paredes, à portas e até mesmo às fechaduras!


VALE DE ALVADOS

Com uma fisionomia semelhante à Polje de Minde, o vale de Alvados começa no Castelejo, junto à aldeia de Alcaria e vai até ao Patelo. A oeste, depois da reentrância da Fórnea, é ladeado por uma serra de declive constante. Lá em baixo, o centro de actividades ao ar livre é palco de várias provas de BTT, trail e caminhadas. Alvados é um excelente ponto de partida para explorar as serras, com uma Pousada da Juventude e várias ofertas de alojamento de excelente qualidade.

As Rosas Albardeiras do "Vale Encantado" de Alvados e Alcaria.

À diversidade e quantidade de flores silvestres em todo o vale, junta-se a paixão de toda a população por flores, que é bem visível na maioria dos jardins e quintais de todas as casas!

Mas a flor rainha é a linda Rosa Albardeira, flor autóctone da região que se pode reproduz naturalmente ao longo das encostas da Serra de Aire, com pétalas cor rosa vivo, existindo também em branco mas menos frequentes.


Onde DORMIR!

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Vir só por um dia parece-me pouco para conhecer tanto que há nestas serras. Encontre aqui o seu hotel nas serras de Aire e Candeeiros ao melhor preço e com a melhor localização. Recomendo-lhe que fique em Alvados, já que para além de ser uma aldeia bem no centro das serras, tem uma excelente oferta de alojamento que vai desde a Pousada da Juventude a alojamentos rurais e de luxo. Venha daí!

 



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