GERMIL...uma ideia da Natureza!

Incrustada na serra Amarela, Germil é uma típica aldeia de montanha situada em pleno Parque Nacional Peneda-Gerês, que conserva o ambiente rural e a vivência comunitária de outros tempos.
Concentrada em dois aglomerados de casas típicas de granito, com portas e janelas de um castanho avermelhado, Germil possui ruas estreitas (cobertas por vinhas), calçadas em pedra e água que jorra de todos os cantos. É quase obrigatório percorrê-la a pé!


O caminho das pedras é DIFÍCIL...mas cheio de POESIA...


Um vale majestoso marcado por socalcos de vinha, demonstra o domínio hábil do homem naquele lugar, ladeado pela vegetação autóctone onde se distinguem carvalhos e castanheiros. Ao cimo, a aldeia de Germil na cota dos 600 metros, encaixada nos pequenos socalcos e que constitui um exemplo típico de uma povoação de habitat serrano. Germil é uma típica aldeia de montanha situada num dos muitos cumes da Serra Amarela, em pleno Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG) e a escassos quinze quilómetros da sede de concelho, Ponte da Barca.


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A altitude (que varia entre os quatrocentos e os oitocentos metros) traçou Germil como sendo mais um daqueles locais de difícil acesso, isolada e voltada para si mesma. A aldeia é composta por apenas dois aglomerados populacionais e, como seria de esperar, sofreu ao longo dos tempos de um mal que afectou todo o país durante décadas: a emigração desenfreada. Por isso, a agricultura de subsistência, aliada ao pastoreio em regime extensivo fizeram de Germil uma aldeia auto-sustentavél e isolada.
Com a pedra de granito a dominar grande parte das construções, o visitante pode observar diversos aspectos da vida comunitária.
Bastante antigos, são alguns dos espigueiros em granito perto de uma igreja datada de 1880. Uma velha azenha, mais uma vez testemunha o aproveitamento das forças da natureza pelo homem. A recolha dos carros de bois puxados por barrosãs e ritmados pelo tilintar dos badalos, mostra que mais um dia de trabalho está a terminar. Galinhas e pintos passeiam-se pelos recantos da aldeia. A pequena estrada que continua aldeia dentro leva-nos até ao concelho de Terras de Bouro. Um pequeno bosque de carvalhos e castanheiros logo à saída de Germil aguarda por nós para um pequeno descanso antes de regressarmos.
Daqui, contempla-se também a bonita aldeia numa outra perspectiva.

Na aldeia destacam-se uma velha azenha, a igreja datada de 1880 e alguns espigueiros em granito. Observe com atenção um relógio de sol que sobressai no topo de um deles, memória de outros tempos. Fique alojado numa das unidades de turismo rural desta aldeia e desfrute do contacto com a natureza! Germil é o local ideal para descansar, usufruir de agradáveis momentos de reflexão e dar asas à sua veia de explorador da montanha. Nas proximidades da aldeia, descubra o Fojo do Lobo, que se estende ao longo de 1400 metros, na margem poente do vale do rio Germil. Na mesma estrada, em direção à aldeia, avistará algumas silhas, construções circulares em pedra que, noutros tempos, serviam de proteção das colmeias contra os ataques dos ursos.

No meu MINHO Conversas de sossego eterno, onde nasceram os contos da historia deste povo. Descobrimos o mundo, e ainda nao vivemos com ele.

A pequena aldeia de Germil merece uma incursão a pé. O caminho até lá, estrada estreita a serpentear pela serra acima, deixa-nos imaginar como seria remoto aquele lugar antes de existirem modernas vias de comunicação e meios de transporte. Numa cota perto dos 600 metros, apercebemo-nos já das características que marcam uma típica aldeia serrana, onde um maior isolamento face a outras povoações, obriga a sua população a uma vida mais comunitária.

Sabores autênticos que este nosso país sabe preservar, mãos santificadas que este inacreditável povo continua a elevar, fornos ardentes acendidos por gente que nos aquece, memória cravada no tempo que nas aldeias não se esquece.


Delicie-se com os sabores típicos da aldeia: chanfana de cabra à moda de Germil, queijo e mel. A cestaria (tradicional e de junco), as peças em linho e lã, a tamancaria e os bordados constituem as atividades artesanais típicas da aldeia de Germil.



Um dos aspectos que o visitante deve ter em conta, é o facto de nas áreas de menor altitude existir uma maior dispersão de povoações e habitações. À medida que nos dirigimos para as cotas mais elevadas, não só a distância entre as povoações aumenta, como também as características das mesmas se transformam, passando a verificar-se uma maior concentração habitacional.

A aldeia de Germil é um desses exemplos. Com uma estrada estreita que atravessa a aldeia em direcção a Terras de Bouro (só recentemente alcatroada), toda a aldeia se encontra aglomerada num pequeno núcleo de ruas muito estreitas, algumas delas cobertas por vinhas. O característico granito das habitações, apenas deixa de existir em casas mais modernas, geralmente de emigrantes.


Antigos espigueiros e uma azenha atestam também algumas das tradições ainda em uso nesta pequena aldeia. A recolha do gado ao fim do dia, assim como as pequenas áreas de cultivo em torno da aldeia, demonstram a forte componente rural que existe ainda hoje em Germil. Como numa boa parte destas aldeias, o vestuário negro é comum em muitas das mulheres idosas.



Patrimómio Cultural e Natural

Não há terras que nos digam mais sobre as nossas origens, são muitas as construções e os achados que nos dão conta da presença milenar do Homem. Descubra as formas de viver e de sentir destas gentes, a cultura, as artes, a gastronomia e os ofícios tradicionais ancestralmente praticados e que chegaram até aos nossos dias. Estamos nas Aldeias de Portugal, com a rude beleza da terra e a serena grandeza que só o tempo dá.



Aglomerado Rural de GERMIL

Aglomerado de características serranas dividido em dois núcleos; um primeiro, em maior altitude, que apresenta um conjunto bastante interessante de casas típicas, usadas para abrigo de gado e de instrumentos agrícolas, e espigueiros construídos em pedra e em ripas de madeira; o segundo núcleo, localizado numa zona mais baixa do Germil, apresenta uma eira inserida no centro de várias habitações, sendo neste local que se encontra a maior concentração de espigueiros.

Bordados do Alto Minho

O bordado e a renda são o espelho da alma de quem os executa, buscando inspiração na natureza ao redor, natureza de contrastes, agreste ou suave, de mar e terra, rio e monte, tons suaves ou garridos, de sol, de céu, de flores, de peixes ou aves.
O Alto Minho é uma região onde a arte de bordar constitui importante e variada riqueza, espreitando por toda a "Ribeira Lima", parte integrante desta belíssima fatia de terra portuguesa, onde as bordadeiras e as rendeiras transmitem tradições e heranças. São diversos os tipos de bordados executados, desde os afamados e tradicionais "trajes regionais", aos bordados feitos em peças de linho e algodão: toalhas, panos, centros de mesa, lenços, de entre outras peças, não esquecendo os emotivos Lenços de Namorados.

O Garrano do Gerês

Animal forte, «de rija têmpera, sóbrio, muito cioso e rufão por índole», o garrano tem por habitat principal o vale do Gerês a norte da povoação do mesmo nome, alimentando-se de grande variedade de vegetais, desde ervas até plantas arbustivas e arbóreas. Apesar dos sucessivos cruzamentos que suportou ao longo dos séculos, o garrano é provavelmente um representante longínquo da fauna glacial do fim do Paleolítico.