|||||||| "ALDEIAS DO XISTO" ||||||||

É tempo de regressar ao INTERIOR!


No interior de Portugal restam vestígios de um passado distante, preservado sob a forma de belíssimas aldeias de xisto que ainda hoje nos lembram como era a vida há uns séculos atrás. São pequenos tesouros, espalhados sobretudo pelo interior centro do país, na Serra da Lousã, na Serra da Freita e na Serra do Açor. As aldeias de xisto são pequenos paraísos repletos de história e tradição que encantam quem as visita e nos ensinam um pouco mais sobre a história e as tradições do nosso povo.

São 27 as Aldeias do Xisto distribuídas pela Região Centro, num território de enorme beleza que oferece experiências únicas.


É TEMPO DE RENASCER!


Qual a melhor época para as visitar?

Uns dizem que primavera é a época ideal para visitar as Aldeias do Xisto; outros defendem com unhas e dentes que não há altura como o final do verão, início do outono, altura em que a vegetação, as serras, as estradas e as casas ganham uma tonalidade própria, amarelada, quase mágica.

Santo António Da Neve - Serra da Lousã - Aldeias de Xisto "No antigo cabeço do Pereiro, Freguesia do Coentral, Concelho de Castanheira de Pera, ergue se uma capela em honra de Santo António. Como fora mandada construir por Julião Pereira de Castro, neveiro-mor da casa Real, passou o local a designar se por Santo António Da Neve. Antigamente, à medida que a neve ia caindo, era recolhida e despejada para dentro dos Neveiros, onde se transformava em Gelo. Já com o poço Cheio, a neve era coberta com palha e fetos, de modo a conserva la até ao Verão. Os poços estavam virados para Nascente para que o sol nao derretesse a neve. Quando chegava o tempo quente, o gelo era cortado e seguia em grandes blocos para as Côrtes Reias de Lisboa, para que os nossos Reis e a sua corte podessem saborear gelados em pleno Verão!

Qualquer época é boa, na verdade (perdoem-nos o lugar comum), não tivessem sido estas imagens tiradas ainda no inverno, durante o mês de fevereiro.

Seja quando for, poucos meses terão o encanto de setembro, outubro e novembro, quando à beleza da região se junta a música dos veados. É época do acasalamento, da brama, em que os machos tentam atrair as fêmeas e afastar os concorrentes através de bramidos. Um som ensurdecedor. Um espetáculo único.

É época do acasalamento, da brama, em que os machos tentam atrair as fêmeas e afastar os concorrentes através de bramidos. Um som ensurdecedor. Um espetáculo único. Apenas um dos muitos e bons motivos para visitar as Aldeias do Xisto este outono.

Comer por aqui é comer bem. Muito. Chanfana – cabras velhas, cobertas de vinho e cozinhadas em caçoilas – mas não só. Neste caso um arroz arbóreo com cogumelos selvagens, no restaurante Dom Sesnando (dsesnando.com), em Penela. Varanda do Casal, em Casal de São Simão (Figueiró dos Vinhos) e Sabores da Aldeia, na aldeia do Candal, são outras excelentes opções.

A caminho da aldeia do Talasnal. De jipe, a pé, de BTT, esta região tem alguma das mais belas estradas e dos mais desafiantes trilhos do país. O Campeonato do Mundo de 2019 de Trail vai decorrer por aqui. O Campeonato da Europa de Downhill também.

VEADOS: Diz-se que são tímidos, que é difícil vê-los. É preciso alguma sorte, mas sobretudo paciência, até porque na Serra da Lousã existem cerca de 3 mil. Este grupo deixou-se fotografar, ao final da tarde, perto do Santuário de São João do Deserto.

Também a nível de alojamento as opções são muitas e, sobretudo, de qualidade. Casas pequenas, bem recuperadas, de charme, mas sem tiques novo-riquistas. Aqui um dos quartos Vale do Ninho (vn-nature.com), em Ferraria de São João. É um hotel bike-friendly.

1. Casal de São Simão Pequena aldeia, de praticamente uma só rua, essencialmente construída em quartzito. Situa-se num dos flancos da crista quartzítica que dá origem às Fragas de São Simão e possui o templo mais antigo do concelho de Figueiró dos Vinhos

A aldeia estende-se ao longo de uma cumeada quase paralela ao curso da Ribeira de Alge. A entrada fica no extremo mais elevado e a povoação termina onde os declives tornaram difícil a continuidade dos arruamentos. Nesta aldeia há um novo sentir colectivo feito de pessoas que recuperaram as casas com as suas próprias mãos. São novos aldeões que vieram da cidade e que trouxeram nova vida a estas paragens.